Até onde vai a comemoração do dia das mulheres? Se formos pensar em tantos preconceitos que não foram derrotados e tantas piadinhas infames, não escolheriam data melhor para nos prestigiar. Em 8 de março de 1857, operárias que protestavam por melhorias no trabalho foram trancadas na fábrica que, por sua vez, foi incendiada.
Sim , as mulheres conquistaram e ainda lutam por um espaço maior. Grandes vitórias e algumas persistentes derrotas.
As mulheres conquistaram o direito de votar, mostraram que educação não é só para homens, saíram de casa em busca de emprego. Não se deve menosprezar as barreiras que foram passadas.
Essa estrada de corrida aos direitos iguais, porém, ainda não foi completada. Apesar da participação maior na área de trabalho, os salários femininos continuam inferiores aos masculinos. Segundo o Estadão, as mulheres ganham salários com valor 27,7% menor que os dos homens. Parece piada, mas ainda somos discriminadas por sermos mulheres.
Teoricamente somos evoluídos e enchemos a boca para dizer que estamos no século XXI, será que um dia de comemoração seria o bastante para destruir esses retrocessos? Não precisamos de um dia de comemoração, precisamos de mais respeito e derrubar todos esses perturbados obstáculos. O que tem para nos oferecer é apenas um dia para que possamos dizer que já fomos pior retratadas. Poderíamos parar de hipocrisia e encarar as inúmeras lutas que virão. Boa noite e espero ter perturbado seus sonhos inocentes aos olhos de um mundo trapaceiro.
Blog pessoal. Rascunho de uma jornalista que brinca de aprendiz de poetiza/escritora. Jogo de palavras.
segunda-feira, 8 de março de 2010
sábado, 7 de novembro de 2009
Um amor platônico inenarrável por um mestre indescritível!
Me bateu uma vontade de escrever. Mas se ao menos soubesse o quê. Talvez sobre a morte do nosso único Palma de Ouro em Cannes, Anselmo Duarte, com o filme O Pagador de promessas. Quem sabe sobre meu time de futebol (Palmeiras, claro). Entretanto, descarto essas ideias. Decidi revelar meu amor platônico, meu ídolo, o autor do meu "livro de cabeceira". Falar sobre Carlos Drummond de Andrade não é falar sobre mais um poeta, é tentar explicar um gênio literário, ou tentar descrever o sentimento que ele traz com seus eternos escritos.
Apesar de eu ter nascido após a morte de Drummond, apixonei-me pelos seus poemas. Quanta genialidade! Ele consegue transmitir uma crítica em um poema sensível. O livro A Rosa do Povo é aquele que tenho mais ciúmes. Nas viagens não pode faltar essa obra em minhas malas.
Há meus poemas preferidos - não necessariamente do livro citado antes - Poema de sete faces, José, A flor e a náusea, Ontem, Passagem da noite, Caso do vestido, Memória, Os ombros suportam o mundo, Amar. É obvio que os que acabei de citar não são todos os que eu gosto, mas os que mais gosto.
Só lendo os poemas -ou contos, crônicas, ensaios- para ter uma noção do que estou falando.
Eu falo de um inexplicável mineiro que conquista até após sua morte mais gente... Porque ele é eterno, suas palavras são fontes de vida. Não sei como é não amar Drummond. Meu mestre, meu guia.
Marcadores:
A Rosa do Povo,
Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Luto
São poucas as palavras que me restam
E grandes os objetivos
Preciso aprender a curar meu coração
Que se feriu por perdas precoces
Perdas precoces, qual o motivo?
E perguntas invadem a mente
Respostas à procura, caminhos a seguir
Vou cumprir minha revolta
Pelas perdas tão precoces
Perdas precoces, como fugir?
Serei dona da minha própria realidade
E alimentarei utopias com fúria
Escrevi em códigos meus sofrimentos
Tanto sofrimento por perdas tão precoces
Perdas precoces... ainda não têm cura.
E grandes os objetivos
Preciso aprender a curar meu coração
Que se feriu por perdas precoces
Perdas precoces, qual o motivo?
E perguntas invadem a mente
Respostas à procura, caminhos a seguir
Vou cumprir minha revolta
Pelas perdas tão precoces
Perdas precoces, como fugir?
Serei dona da minha própria realidade
E alimentarei utopias com fúria
Escrevi em códigos meus sofrimentos
Tanto sofrimento por perdas tão precoces
Perdas precoces... ainda não têm cura.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
O começo...
É meu primeiro blog e minha primeira postagem. Olha quanta emoção! haha
Já vou avisando que uso muito ironia e sarcasmo. Não fiz blog para agradar ninguém, a não ser a mim mesma. Sou curta e grossa, não me interessa comentários destrutivos.
Assim que eu aprender a mexer nesse blog eu posto algo decente. Enquanto isso... fica essa postagem medíocre.^^
Já vou avisando que uso muito ironia e sarcasmo. Não fiz blog para agradar ninguém, a não ser a mim mesma. Sou curta e grossa, não me interessa comentários destrutivos.
Assim que eu aprender a mexer nesse blog eu posto algo decente. Enquanto isso... fica essa postagem medíocre.^^
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