quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Um vazio normal

É só um vazio
É tudo vazio
Não sinto nada
Tá tudo tão normal
normal-idade

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Que país é esse?

Que país é esse que procura mais saber sobre um candidato a deputado federal - que por sinal diz nem saber o que fazer diante do cargo - que qualquer candidato para a presidência? (sim, há mais procura no google sobre notícias do Tiririca que sobre Serra, Dilma, Marina, Plínio). Dia 17 de setembro, saiu no portal da revista Exame  um gráfico de lastimável 64 pontos para Tiririca de 100 possíveis. Isso não é engraçado, é trágico.

Que país é esse que as opções para votar em deputados federais parece mais um campo de futebol, ou um picadeiro? Marcelinho Carioca, Vampeta, Tiririca, Batoré. Ainda tem a opção musical (se é que podemos considerar "música" o que eles tocam): Kiko do KLB, Frank Aguiar. Temos opção de outro esporte? Claro! Maguila representa o boxe. Fora outras pessoas que você pode confirir em site sobre as Eleições 2010. É de se desesperar.

Que país é esse em que o ilustríssimo senhor presidente da República apoia um candidato a Senado que já bateu até cansar na esposa? Vamos levar a violência contra a mulher para o nosso Congresso, meus senhores... Aplausos, por favor! Lula diz que podemos confiar em Netinho e pede voto a favor dele. Tudo bem, que que tem votar em uma pessoa assim, né? Abram os olhos! Cuidado para não colocarem no poder alguém que vai contra seus princípios.

Que país é esse que ri a toa para a política? Uma candidata inexperiente está na liderança para a presidência. Como se fosse uma eleição para síndico a prédio. (Certo, exagerei... Talvez para síndico precise de mais experiência). Foi por um tempo ministra da Casa civil? E aí? Que mais? Como posso confiar em alguém que ainda não demonstrou se tem capacidade? Não se constrói um prédio pela cobertura. Primeiro a base, para ter sustentação. Uma base pela metade seria seguro? Alguém que coloca uma foto "por engano" de outra pessoa no próprio blog como se fosse ela própria é capaz de cuidar de um país? Eu, sinceramente, não tenho essa ingenuidade.

Enfim, a música "Que país é esse?"  é ainda atual. A letra ilustra bem a nossa realidade.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Mês de setembro

Eu quero novamente minha sensibilidade

Por momentos não consigo sentir, não consigo escrever

E todos os barulhos se cessam

O coração já não fica na boca

E não há mais frio na barriga



Com todo o horizonte à frente

Há quem se torne um Oasis...

Minha miragem

Volto a escrever e as coisas, então, entrarão nos eixos

Tudo voltará, meu amor

Só que não estaremos juntos



Tantas palavras e gestos e carinho

Não em vão

Mas tudo passou rápido

E o horizonte muda

Meu Oasis já não está às minhas vistas

Onde você está?

Ficaremos assim: distantes, nulos, sem som, sem cor e imortais.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Boa noite, bela adormecida

Até onde vai a comemoração do dia das mulheres? Se formos pensar em tantos preconceitos que não foram derrotados e tantas piadinhas infames, não escolheriam data melhor para nos prestigiar. Em 8 de março de 1857, operárias que protestavam por melhorias no trabalho foram trancadas na fábrica que, por sua vez, foi incendiada.

Sim , as mulheres conquistaram e ainda lutam por um espaço maior. Grandes vitórias e algumas persistentes derrotas.

As mulheres conquistaram o direito de votar, mostraram que educação não é só para homens, saíram de casa em busca de emprego. Não se deve menosprezar as barreiras que foram passadas.

Essa estrada de corrida aos direitos iguais, porém, ainda não foi completada. Apesar da participação maior na área de trabalho, os salários femininos continuam inferiores aos masculinos. Segundo o Estadão, as mulheres ganham salários com valor 27,7% menor que os dos homens. Parece piada, mas ainda somos discriminadas por sermos mulheres.

Teoricamente somos evoluídos e enchemos a boca para dizer que estamos no século XXI, será que um dia de comemoração seria o bastante para destruir esses retrocessos? Não precisamos de um dia de comemoração, precisamos de mais respeito e derrubar todos esses perturbados obstáculos. O que tem para nos oferecer é apenas um dia para que possamos dizer que já fomos pior retratadas. Poderíamos parar de hipocrisia e encarar as inúmeras lutas que virão. Boa noite e espero ter perturbado seus sonhos inocentes aos olhos de um mundo trapaceiro.

sábado, 7 de novembro de 2009

Um amor platônico inenarrável por um mestre indescritível!

Me bateu uma vontade de escrever. Mas se ao menos soubesse o quê. Talvez sobre a morte do nosso único Palma de Ouro em Cannes, Anselmo Duarte, com o filme O Pagador de promessas. Quem sabe sobre meu time de futebol (Palmeiras, claro). Entretanto, descarto essas ideias. Decidi revelar meu amor platônico, meu ídolo, o autor do meu "livro de cabeceira". Falar sobre Carlos Drummond de Andrade não é falar sobre mais um poeta, é tentar explicar um gênio literário, ou tentar descrever o sentimento que ele traz com seus eternos escritos.
Apesar de eu ter nascido após a morte de Drummond, apixonei-me pelos seus poemas. Quanta genialidade! Ele consegue transmitir uma crítica em um poema sensível. O livro A Rosa do Povo é aquele que tenho mais ciúmes. Nas viagens não pode faltar essa obra em minhas malas.
Há meus poemas preferidos - não necessariamente do livro citado antes - Poema de sete faces, José, A flor e a náusea, Ontem, Passagem da noite, Caso do vestido, Memória, Os ombros suportam o mundo, Amar.  É obvio que os que acabei de citar não são todos os que eu gosto, mas os que mais gosto.
Só lendo os poemas -ou contos, crônicas, ensaios- para ter uma noção do que estou falando.
Eu falo de um inexplicável mineiro que conquista até após sua morte mais gente... Porque ele é eterno, suas palavras são fontes de vida. Não sei como é não amar Drummond. Meu mestre, meu guia.