quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Meu Interior


Em uma aula foi determinado pelo professor que nós, alunos, faríamos - individualmente - um texto com o tema: viagem ao centro de si mesmo. Indaguei logo: qual seria meu centro, meu interior? E é exatamente assim:
“Achar o centro do meu interior e expô-lo seria um pouco doloroso para mim. Por isso, descreverei com muita atenção. O meu estômago é um pouco rebelde. Desde meus três anos de idade, judio dele enchendo-o de café, coca-cola e bolacha com maionese. Uma azia ou outra me faz lembrar que ele é o centro do meu interior e que merece uma prioridade.
Nas primeiras viagens que tive de Guaíra-SP para Cristalina-GO, meu estômago revoltou-se. Mas foi se acostumando com os 510 km de estrada (principalmente quando a Caravan de 1994 foi trocada pelo Vectra de 2002).
Hoje na capital paulista, ele sofre mais que nunca. Café em excesso, miojo, chocolate, cachorro-quente, misto-quente, cappuccino, bomba energética, coca-cola, salgados, entre outros itens diários – ou no mínimo semanais. O centro do meu interior, portanto, está extremamente afetado”.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Retrato na cômoda do Planalto

Com uma voz plácida e meiga, a mulher sussurra. A mulher com as doces palavras de sono. A noite fica mais bela, mais calma. Só pela voz da mulher. Mesmo com as gambiarras e as traições feitas por ternos de confiança, a mulher traz no sorriso o calmante da sociedade. O que mais esperava é dito pela mulher de voz suave: boa noite. É o que mostra o retrato. A bomba cômoda nas mãos da mulher.

sábado, 28 de maio de 2011

É assim que as coisas são

Até onde você pode ir?
E quem vai te impedir?
Meu amigo, ninguém vai te ajudar
Ninguém é seu amigo
Porque ninguém quer
Porque é assim que as coisas são

E você vai aceitar o que vier?
Não vai além do permitido?
Meu caro, ninguém vai te ajudar
Então não espere o conselho
Pare de seguir seu signo
Pare de me escutar: é assim que as coisas são

Os passos se entrelaçam, mas quer outra dose?
Acha que consegue chegar em casa assim?
Senhor estranho, ninguém vai te ajudar
As palavras bêbadas ainda não fazem sentido
O mundo não está pronto pra você
Mesmo assim, você vem... É assim que as coisas são:
Confusas e aleatórias

segunda-feira, 14 de março de 2011

Instante

(ao Diego Pontes)

Não quero mais que viver, meu amigo
Quero um teatro real e nenhuma plateia
Quero um barco sem mar
Quero mais que o possível vai realizar

Estou a caminho da sanidade, meu jovem
Direi adeus às minhas contradições
Vou correr a encontro do que é certo
E o certo nem sempre anda com o justo

Estou ouvindo aquela música, meu caro
Aquela que por dias sumiu do mundo
Que renasceu no secar de lágrimas
Essa música é a canção dos anjos... arcanjos da vida.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Hoje

Hoje as palavras estão amargas
As lágrimas, salgadas
O rosto está úmido
E a caneta, trêmula



Palavras são facões, são armas
Estou na cadeira elétrica hoje
Acusações e explicações são apenas palavras
E me deixaram entre a vida e a morte



Como pode um coração partido há tanto
Ainda ter sangue?
Como pode não perceber ainda
Que fracassar faz parte?



Fiz uma canção hoje
Ela tem notas de LÁstima
O tempo é perdido
A letra é como rosa e espinho



Hoje não amanheci
Hoje não sorri
Hoje não sobrevivi
Pelas palavras que não sou.